CLÁUDIA COLLUCCI
ENVIADA ESPECIAL AO RIO
Principal causa de mortalidade de crianças de até sete dias de vida, a
prematuridade atinge hoje 10,5% dos nascimentos no Brasil.
Os dados vêm de um grande estudo do Ministério da Saúde, coordenado pela
Fiocruz, cujos resultados preliminares foram divulgados ontem no Rio,
em conferência da rede global de academias nacionais de ciência.
Segundo um levantamento divulgado no ano passado pela Organização
Mundial da Saúde, o Brasil é o décimo país do mundo com maior número de
nascimentos prematuros --em 2010, foram quase 280 mil.
Para o novo estudo da Fiocruz, foram entrevistadas 24 mil mulheres
gestantes e no puerpério de 191 municípios brasileiros e 266 hospitais
públicos e privados. As mães foram acompanhadas por até 60 dias após o
parto.
Do total de nascimentos, 52% foram por cesárea, e 11% dos bebês
necessitaram de suporte para respirar ao nascer. "É um índice absurdo",
afirmou Maria do Carmo Leal, pesquisadora da Fiocruz e coordenadora do
projeto, durante a apresentação.
A prematuridade está relacionada a 28% das mortes infantis até os sete dias de vida.